
Nesta meditação, veremos que Deus chama homens simples e faz deles profetas e apóstolos. Revestidos de sabedoria e ungidos pela força do Espírito Santo, denunciam a injustiça e o pecado. Com coragem, anunciam a mudança de vida, a libertação do mal e curam doenças. Enviados em nome de Jesus, como Ele, sofrem perseguições. Porém, quem acolhe a Palavra de Deus e a põe em prática, mesmo com perseguições, terá a vida e será ungido para continuar a missão de Jesus. Temos o exemplo do profeta Amós. Ele é um humilde criador de gado, homem rude, tem o rosto queimado pelo sol. Este grande profeta começa denunciar a falsa religião, as classes dominantes e os grandes latifundiários e comerciantes. Estes estão vivendo no luxo a custa dos pobres. Amós não se cala, ergue a voz contra o luxo: os ricos vivem em palácios esplêndidos, “palácios de verão”, “palácios de inverno”, “casas de marfim”, casas com salas sem conta (CF. AM 3, 9-15); banqueteiam-se com iguarias finas e passam de festa em festa (CF. AM 6,1-7). E onde buscam o dinheiro para as suas orgias? Exploram os pobres, oprimem e maltratam os humildes (CF. AM 4, 1), falsificam as balanças, fixam os preços a seu bel-prazer (CF. AM 8, 5) e vendem o miserável por um par de sandálias (CF. AM 8, 6). As mulheres não escapam do olhar do profeta: “As grandes damas” que gastam o seu tempo em orgias e banquetes (CF. AM 4, 1-4). A religião se tornou uma mentira, aparência e formalismo. Para Deus não interessam as orações, os cânticos, o incenso e as festas. Ele quer que acabe com as desigualdades escandalosas, com a opressão, com as injustiças (CF. AM 5, 21-24). Esta realidade não é só de ontem, do tempo do profeta Amós, mas também dos dias de hoje. Há muitos que enriquece usando e mascarando os pobres. O cristão como profeta é chamado e enviado. Não pode desistir, desanimar, acomodar com a situação em que vivemos, mas deve lutar contra todo o tipo de injustiça. O Evangelho de hoje aponta para o caminho de se viver como um verdadeiro profeta nos dias de hoje. Em primeiro lugar tem consciência de que é chamado pelo próprio Jesus como ele chamou os doze e deu intuição. Ele nos envia para profetizar dando-nos “UNÇÃO” e “PODER”. Estas duas palavras precisam ser bem compreendidas se não nos tornamos tão opressores quanto os que já são. É preciso tomar consciência de que a missão a nós confiada só acontece pela graça de Deus. As palavras que preferimos não são nossas, seja para confortar ou para corrigir. Dissipar o mal não depende de nossas forças, mas do Espírito que habita em nós. Poder sobre os espíritos impuros significa levar a presença do Espírito que é puro “Deus”. Onde está Deus, não existe o mal. Seguem as recomendações de Jesus: “Não levar nada pelo caminho...” Jesus convida o profeta e Apóstolo ao despojamento total. “Ir vazio de si, mas cheio do Espírito Santo”. Que o profeta e Apóstolo tomem consciência de que é “hospede”. Este mundo não nos pertence, estamos de passagem. Queridos irmãos e irmãs, deixemo-nos instruir por Jesus, saiamos a pregar como autênticos profetas para que todos se convertam. É preciso expulsar muitos demônios, principalmente os que tornam as pessoas escravas e libertar de muitas doenças espirituais como o pecado... Que Deus nos ajude hoje e sempre. Amém! Oremos: Conceda-nos, Senhor, a Graça da serenidade necessária para aceitar as coisas que não podemos modificar; coragem para modificar aquelas que podemos e sabedoria para distinguir uma das outras. Pe. João Alves da Silva SobrinhoÉ preciso que tenhamos atitude de profeta, só seu testemunho poderá mudar o mundo. Nós não escolhemos Jesus, somos escolhidos, por isso devemos sair de nossos muros e ir ao encontro das pessoas."Vê: dou-te hoje poder sobre as nações sobre os reinos para arrancares e demolires, para arruinares e destruíres, para edificares e plantares”. Jeremias 1, 10"
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